sábado, 26 de abril de 2014

BR 421 começa a reaparecer em meio aos destroços


Acompanhando o recuo do nível do rio Madeira, o rio Mamoré, que também sofreu a maior cheia da historia, aos poucos segue para a normalidade.
Com isso a BR-421, ponto de acesso dos municípios de Guajará-Mirim e Nova Mamoré a Porto Velho, que antes estava submersa reaparece em meio aos destroços deixado pela cheia.
O trânsito na Rodovia ainda está interditado para o fluxo de veículos, maquinários do Governo do Estado ainda focam seus trabalhos na BR-364.
A lama deixada para trás chega a atingir mais de um metro de altura em pontos da 421.
A ponte que atravessa o rio Araras voltou a aparecer após fica em baixo d’água.
O acesso das localidades da região da Pérola do Mamoré a Porto Velho prossegue pela “Estrada Parque”, via de alternativa de emergência aberta em meio à reserva indígena e ambiental. Confira 

sábado, 5 de abril de 2014

Morre o ator José Wilker


O ator José Wilker, de 66 anos, morreu esta manhã em sua casa no Rio de Janeiro. As informações são do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.
De acordo com o colunista, ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se de infarto. O ator deixa as filhas Isabel, Mariana e Madá Wilker.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Cheia do Rio Madeira!

Tem sido uma verdadeira gangorra a medição do nível das águas do rio madeira. Nas últimas 72 horas, o nível subiu e desceu várias vezes, até apresentando um “falso” sinal d vazante, mas parou em 19,68, medição atual ,informada pela Defesa Civil.

Na madrugada de domingo, a água chegou a atingir 19,72 metros, e logo nas primeiras horas da manhã, havia diminuído cinco centímetros.

O coronel Demargli Farias, da coordenação de comunicação do Corpo de Bombeiros, explicou que os níveis medidos nos últimos três dias, mostram que por enquanto o rio não apresentou sinal de vazante, porque subiu para em seguida se estabilizar no nível atual. “As chuvas constantes que temos registrados no entorno da área urbana, contribuem negativamente para a manutenção do nível atual. Não vimos nesse comportamento do rio, um sinal de vazante”, disse ele.

Esta semana, a Defesa Civil Estadual retoma a transferência de famílias alojadas em escolar para as barracas montadas no Parque dos Tanques. Desde que anunciou a mudança dos abrigos, a Defesa Civil tem enfrentado a resistência de dezenas de desabrigados que não concordam em sair dos locais onde estão para o mega abrigo, alegando falta de estrutura no local.
Fonte: Rondoniagora

sábado, 29 de março de 2014

Cheia


Nível do Madeira estabilizado há 48 horas

Pela primeira vez desde que começou a enchente, nível do rio madeira parou de subir
Ainda é cedo para comemorar, mas a Defesa Civil Estadual ficou animada com a "estabilização" do nível das águas do Rio Madeira, que parou nos 19,67 metros nas últimas 48 horas.
O fator, segundo o coronel Demargli Farias, do núcleo de comunicação do Corpo de Bombeiros do Estado, pode ser o primeiro bom sinal depois de 45 de intensa enchente. De acordo com Farias, as previsões meteorológicas já apontavam para uma "freada" das águas.
Ainda segundo ele, é possível que a partir da segunda semana de abril a vazante aconteça com a mesma intensidade com que a água subiu.
Fonte: Rondoniagora

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Rio atinge 80 cm e PRF vai fechar BR-364 novamente

A Polícia Rodoviária Federal e o DNIT, enviaram nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (25), uma equipe de cada órgão para uma última avaliação da enchente no ponto crítico da BR 364, na comunidade Antiga Mutum Paraná. 

Segundo o serviço 191 da PRF, essa equipe fará uma rigorosa avaliação do trecho inundado e pode decidir pelo fechamento definitivo da rodovia até que o nível do rio volte a oferecer condições seguras de tráfego.
No final da tarde ontem, segundo a PRF, o nível no local atingiu 80 cm, dificultando inclusive a passagem de carros de grande porte. Também hoje, o local será visitado pelos ministros Francisco Teixeira, da Integração e Celso Amorim, da Defesa, além do secretário Nacional de Defesa Civil, Adriano Pereira Júnior, que farão um sobrevoo acompanhado do governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB).
Fonte: RONDONIAGORA

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Acre divulga imagens impressionantes da cheia na BR-364

As imagens mostram a dimensão da cheia do Rio Madeira na BR-364, ainda em Porto Velho, com o trecho atualmente fechado. As fotos foram feitas pela Assessoria de Imprensa do Governo do Acre, na quarta-feira, quando ainda era possível o tráfego, realizado, no entanto, sem qualquer segurança.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Porto Velho: 99 anos de instalação em 24 de janeiro e em outubro, os 100 anos de criação

Porto Velho se prepara para celebrar em outubro seu primeiro centenário. O município foi forjado em um ambiente de conflito político capitaneado pela administração da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Mas encontrou a seu lado alguém que lutasse à altura, como fez o superintendente Major Guapindaia, hoje nome de uma tradicional escola de ensino médio na capital.

As datas comemorativas da cidade, em geral não estão muito claras para os munícipes, que confundem criação com instalação.  A primeira deu-se em dois de outubro de 1914 e a segunda em 24 de janeiro de 1915. Portanto, em 2014, Porto Velho comemora 100 anos de criação. Porto do Velho surgiu em 1907, concomitantemente ao início da estrada de Ferro Madeira Mamoré. Então são 107 anos de existência desde seus primeiros habitantes. 

O pequeno povoado, que em 1913 foi elevado a Termo Judiciário, um meio termo entre povoado e município, com direito a ter juiz municipal, promotor, escrivão e tabelião. Mas o então Porto do Velho continuava crescendo e já no ano seguinte, no dia 2 de outubro, o governador do Amazonas, já que Porto do Velho pertencia ao município de Humaitá – AM, Jonathas Pedrosa  sancionou a lei que elevou o Termo Judiciário à categoria de município. No ano seguinte, no dia 24 de janeiro de 1915, o município foi solenemente instalado e empossados os primeiros administradores, com mandato até 31 de dezembro do ano seguinte. O major reformado do exército Fernando Guapindaia de Souza Brejense, como superintendente (prefeito); Manoel Pires de Castro, secretário; José Jorge Braga Vieira, Luzitano Corrêa Barreto, Manoel Félix de Campos, Antônio Sampaio e José Z. Camargo Intendentes; Aderico  Castilho Achilles Reis, Horácio Bilhar, Alfredo Clinico de Carvalho  e José Pontes, suplentes de intendente. Estes constituíam o Conselho Municipal (Câmara de Vereadores ).

A promoção a município gerou dissabores para a nova administração.  De acordo com o historiador e escritor Abnael Machado de Lima, em seu livro Porto Velho: de Guapindaia a Roberto Sobrinho, lançado em 2011, que relata os períodos do executivo municipal, o espaço do povoado de Porto Velho foi divido em dois setores, o administrado pela empresa anglo-canadense Madeira-Mamoré Railway Company, situado entre o rio Madeira e a atual avenida Presidente Dutra; e o brasileiro, administrado pela  superintendência municipal, situado a partir da mesma avenida no sentido Oeste/Leste até a divisa com o Estado de Mato Grosso, no rio Candeias. “A empresa mandou construir uma cerca na linha divisória, guarnecida por seguranças  armados isolando o seu setor do povoado brasileiro impedindo o acesso de seus moradores às suas instalações”. A situação se prolongou até 10 de julho de 1931.

“O setor da Madeira-Mamoré dispunha dos meios mais modernos de tecnologia de ponta então existentes.  Tendo instalado cais do porto, armazéns, estação de passageiros, oficina, usina de energia elétrica, tipografia, fábricas de macarrão, pão, biscoito e de gelo, vila ferroviária construída com casas pré-fabricadas de madeira de pinho de Riga, importadas dos Estados Unidos (USA), clube social, restaurante, jornal, redes elétrica, hidráulica, sanitária e telefônica.  A administração central em Porto Velho, ligada por telefone e telégrafo sem fio a todas as estações no percurso da ferrovia até Guajará-Mirim”.

De acordo com o historiador, a administração do major Guapindaia foi tumultuada pelo confronto com o todo poderoso gerente geral da Madeira-Mamoré, Mister W. Little, o qual não reconhecia a autoridade dos representantes legais dos governos dos estados do Amazonas e de Mato Grosso, praticando ingerência em matérias privativas do município, sendo essas coibidas por Guapindaia.  Em revide, o gerente da empresa solicitou a desocupação das casas por ele cedidas para a sede municipal e residência do superintendente, bem como lhe cancelou o passe livre nos trens da Madeira-Mamoré.  Esse procedimento apoiado pelo engenheiro João da Silva Campos,  chefe da Primeira Divisão de Fiscalização do Governo Federal, não demoveu Guapindaia de fazer valer a prevalência da lei e as prerrogativas legais da municipalidade”. O superintendente providenciou a organização institucional e estrutural do município e do povoado urbano e sua sede administrativa, expedindo os primeiros  decretos de Porto Velho.

Com o número um ele regulamentou a cobrança de impostos, implementou o código de postura, estabeleceu impostos, taxas e tributações;

Com o segundo, ambos de 25 de janeiro de 1915, regulamentou os serviços de construções, suas posturas e a concessão de terrenos públicos;

Em 10 de março, Guapindaia assinou o terceiro decreto, desta vez ordenando o espaço físico do povoado, urbanizando-o conforme a planta elaborada pelo mestre de obras José Ribeiro de Souza Junior, com a assistência do engenheiro civil Francisco da Silva Campos, aprovada pelo Conselho Municipal.  Ordenou a abertura de ruas e o alinhamento das casas. E em  14 de agosto de 1915, com o decreto número quatro, ele proibiu a empresa Madeira-Mamoré Railway:  1) a exercer a prática de poderes públicos privativos dos governos federal e municipal, vedando-a a cobrar impostos, inclusive de embarque, por ser ato atentatório ao Código Penal da República; 2)a expedir título de propriedade e licença para a construção de imóveis, anulando os expedidos e ordenando a demolição dos construídos assim  autorizados, em áreas do município; 3) a extrair por intermédio de seus contratistas, madeira em florestas municipais.

Primeira eleição

Em 1º de dezembro de 1916 foi realizada a primeira eleição municipal para os cargos de superintendente e intendentes.  Foram eleitos pelo Partido Republicano Conservador (PRC):  Joaquim Augusto Tanajura, para o cargo maior e Luzitano Corrêa Barreto, José Z. Camargo, Álvaro Dantas Paraguassu, Antônio Sampaio e Otávio Reis, foram escolhidos pelo voto para a função de intendentes. Todos com mandato para 1º de janeiro de 1917 a 31 de dezembro 1919.

Em agosto de 1.917, com a Lei n° 900, sancionada por  Pedro de Alcantra Bacelar, então governador do  Amazonas, Porto Velho foi elevada à categoria de Comarca. E dois anos depois, pelo mesmo governador, também por meio de Lei, desta vez a 1.011, de setembro de 1919, Porto Velho recebeu o título de cidade. 

Até que em 13 de setembro de 1943 tornou-se a capital do Território Federal do Guaporé, criado por Getúlio Vargas, quando finalmente emancipou-se do Amazonas.
Fonte: Decom

. Os defensores da ordem da porrada em menores ou em qualquer um que tentar roubar uma bicicleta, deveriam guardar suas opiniões nos porões ...