sábado, 3 de fevereiro de 2024

. Os defensores da ordem da porrada em menores ou em qualquer um que tentar roubar uma bicicleta, deveriam guardar suas opiniões nos porões da própria ignorância e não disseminar a cultura da vingança que é típica dos povos primitivos. A Lei do Talião foi abolida há mais de 3 mil anos, tempo que parece não ter passado aos desejosos da justiça a qualquer preço. Numa proposta análoga a de quem sugere que "leve o ladrão pra sua casa", sugiro que levem o tatuador pra casa de vocês, já que gostam tanto dele. Talvez ele seja perfeito, um julgador ético, um homem honrado que vivia num quarto de pensão, mas que deve ser amigo de muitos que veem nele a esperança de um futuro melhor. Mas cuidado! Talvez um dia ele se volte contra seu protetor e tatue em sua testa "sou vacilão e defendi um torturador".  Quero os corruptos de esquerda e de direita na cadeia tanto quanto vocês, assim como os corruptores empresários, mas não posso defender um ato bárbaro de tortura como se fosse "a justiça que desejo ver triunfar no meu país". Ah, e por favor, não ataquem minha família; contenham-se em desejar que meus filhos sejam alvos de bandidos. De novo não, por favor! Isso não seria atitude de pessoas honradas que desejam um mundo melhor, mas de quem entende que é possível atingir a civilidade tatuando suas frustrações na testa de quem lhes desagrada. Paz para todo.


domingo, 19 de janeiro de 2020

Homenagem

Saudoso Doutor Walderedo Paiva dos Santos, paraibano de João Pessoa - PB, nascido a 19 de Janeiro de 1932, foi secretário de Estado por várias vezes. Ele chegou a ser cogitado para assumir a Secretaria dos Estados do Acre e da Paraíba. O mesmo chegou a Rondônia em 1980 na época do Ex-Território Federal de Rondônia. Walderedo Paiva, mais conhecido por "Mão de Onça", teve papel destacado na segurança pública ao comandar várias operações como a Caça Pistoleiros, para prender os matadores do advogado Agenor Martins de Carvalho. Também atuou como líder sindical ao fundar e dirigir, em 1981, a Associação dos Policiais Civis de Rondônia.
Foi eleito Deputado Estadual e teve papel destacado na elaboração da primeira Constituição do Estado. Durante o mandato licenciou-se para exercer o cargo de secretário de Estado de Interior e Justiça (Seijus) a convite do governador Jorge Teixeira de Oliveira.
Como secretário, Walderedo realizou a reforma do Presídio Ênio Pinheiro e implantou casas de prisões albergues em Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Guajará-Mirim.
Na gestão do governador Ângelo Angeli, Walderedo permaneceu como secretário, cargo que voltou a assumir em 1991. Em 1994, foi nomeado adjunto da Secretaria da Segurança Pública e depois, por ato do governador, assumiu a titularidade da pasta.
Ao assumir a SSP no governo José de Abreu Bianco, Walderedo chamou o delegado Carlos Eduardo Ferreira para ser o diretor-geral da Polícia Civil. Seis meses depois, Carlão pediu exoneração do cargo sendo substituído por Antônio Felício dos Santos.
Walderedo ainda assumiu interinamente, a Superintendência de Justiça e Defesa da Cidadania (Sujudeci), hoje SUPEN - denominação dada pela reforma administrativa - até a indicação do delegado de Polícia Federal, José Walter Teixeira, em maio de 1999. Em seis meses de trabalho, Walderedo Paiva moralizou a Segurança e o sistema penitenciário. O Nosso Saudoso e Querido  Doutor Walderedo Paiva "Mão de Onça", faleceu em sua cidade natal, em 07 de Abril de 2012.
Obs.: Este blogueiro fez algumas modificações no texto, mas, credita todos os direitos autorais ao blog Agentes da lei.

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Grande amigo...Delegado

CARLOS EDUARDO FERREIRA


Delegado de classe especial, Carlos Eduardo Ferreira ocupou a direção da Polícia Civil por quatro vezes. Ele também já foi presidente do Sindepro, o Sindicato dos Delegados da Polícia Civil, em 2000.
No dia 7 de janeiro de 2003, Carlos Eduardo foi empossado pelo governador Ivo Cassol no cargo de diretor geral da Polícia Civil em solenidade que aconteceu às 9h, no Palácio Presidente Vargas, sede do governo estadual.
Delegado Carlão, como ele é mais conhecido, é do quadro de carreira de delegados de Polícia Civil. Ele tem uma bagagem de 20 anos de serviços prestados na área de segurança pública.
Natural de Piraju (SP), o delegado Carlão formou-se pela Faculdade de Direito de Presidente Prudente, na turma de 1983, e ingressou na Polícia Civil de São Paulo, 1977, como escrivão.
Depois de seis anos e 11 meses desempenhando essa função, resolveu mudar-se para o recém criado Estado de Rondônia, após ser aprovado entre os cinco primeiros colocados no II Concurso de Delegados de Polícia, em 1984.
Carlos Eduardo também foi chefe da Delegacia Regional de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia. Durante dois anos de trabalho naquele município, foi responsável pela instauração de grande quantidade de inquéritos policiais que levaram à cadeia muitos traficantes, entre eles alguns estrangeiros.
Nesse trabalho de combate ao narcotráfico, Carlos Eduardo pôde aplicar a experiência adquirida em São Paulo quando, entre outros trabalhos, participou de uma operação, na região de Anhumas, que culminou com a apreensão de dois aviões que transportavam uma tonelada e meia de maconha. Na época o hoje aposentado delegado José Antônio Gentil, que chefiou a Delegacia de Homicídios de Porto Velho, era seu companheiro de equipe. Os dois chegaram a ser receber elogios do titular da Secretaria de Segurança de São Paulo.
Em 1999, como diretor da Polícia Civil de Rondônia, Carlos Eduardo fez um curso especializado na Itália. Deixando o cargo – o delegado Antônio Felício dos Santos – assumiu como diretor - Carlos Eduardo foi nomeado para a chefia da Academia de Polícia Civil, onde deu inicio a uma série de cursos de aperfeiçoamento da instituição. Em abril de 2000, foi eleito presidente do Sindepro.
Nesses mais de 20 anos trabalhando em Rondônia, Carlos Eduardo teve a oportunidade de ocupar a chefia de todos os departamentos e divisões da Polícia Civil e, por quatro ocasiões– em 91, no Governo Piana; em 99, no primeiro ano da administração de José de Abreu Bianco, quando foi substituído por Antônio Felício dos Santos, e voltando em 2002, para concluir o Governo Bianco – comandou a Polícia Civil como seu diretor-geral. Em 2003, foi reconduzido ao cargo, já na gestão do governador Ivo Cassol, deixando o cargo no final de março de 2006, atendendo a legislação eleitoral.

Fonte: Agentes da lei


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Casos Policiais - Rondônia



Ingressou na Polícia Civil em 1984. O secretário era o delegado da PF, Humberto Moraes de Vasconcelos. O diretor-geral da Polícia Civil era Claudionor da Silveira. Olensky trabalhou no 4º DP, em Rolim de Moura, Cerejeiras, voltou ao 4º DP, passou pela Homicídios e Roubos e Furtos.
Olensky aposentou-se em 1989. Em 1987, durante uma caçada em Jacy-Paraná, quando procurava Pedro Cordeiro, ele sofreu um acidente. Cordeiro que tinha matado o policial Jonas e baleado o agente Edmilson. Pelos crimes, pegou 25 anos e seis meses de cadeia.
Na caçada, Olensky caiu, sofrendo lesão na coluna. Ficou impossibilitado de trabalhar. Hoje é advogado militante na comarca de Porto Velho.
Como delegado, ele trabalhou no casos Guedes, Franceli, do secretário da Emater e Fernanda Ereira. Em sua vida profissional sempre teve a ajuda da imprensa e da sociedade. Na sua época, os jornalistas frequentavam seu gabinete diariamente.
Natural do Paraná, Olensky veio para advogar, mas ingressou na Polícia Civil por necessidade financeira. Gostou e ficou. "Não era nada daquilo que o povo falava. Tinha uma irmandade muito forte. Um por todos. Todos por um"
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Fonte: Agentes da lei

domingo, 11 de junho de 2017

Falando de poesia....!

O Poeta É Um Fingidor ! Fingidores somos os poetas, Pois completamente fingimos Todas as dores completas; Principalmente as que não sentimos. Temos certas dores e dores certas, E todas que possam existir, Pois estas somente os poetas É que as podem fingir. Dor que o corpo gela, Dor que no peito ressoa, Como uma dorzinha, aquela; Saudade de uma “pessoa” Fingir não nos é problema, As vezes até é solução, Mascaramos a dor em um poema Mas não machucamos um coração. “ O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. “ By Normancy N.A: Citando Fernando Pessoa, no final.

Taekwondo "a luta de um chute só"

No final do ano de ano de 1973 conheci o taekwondo, mas só no dia 11 de outubro de 1974 fiz minha primeira aula. Seguiram-se anos de treinamentos intensivos, praticamente sem descanso nem aos domingos ou feriados. Lembro-me inclusive que fomos convocados pelo nosso professor, o jovem coreano L. Han Kim, introdutor da modalidade em Londrina, para treinarmos nos horários em que aconteciam os jogos da copa de do mundo de 1974. Dizia ele: “É uma forma de lapidarmos o espírito, vencendo os nossos desejos”. Foi com ele que aprendi que o nome Tae-kwon-do, isso mesmo, separado por hífens, significa “O caminho filosófico de usar os pés e das mãos na luta”, onde tae significa pés, pular, chutar, pisar etc; kwon, mão, socar, bloquear, segurar etc; e do, a essência da sua prática, o caminho filosófico. Uma aula tinha a duração de duas horas, das quais mais da metade era reservada à prática dos hyong (hoje poomse). Os movimentos de ataque e defesa tinham que ser executados com firmeza, velocidade e precisão absoluta. Treinávamos muitos saltos e os empregávamos nas lutas. Naquela época o taekwondo era chamado de “luta dos homens voadores”. Era um tae-kwon-do marcial, cujo treinamento tinha por objetivo preparar o praticante para se sobrepor ao adversário no menor tempo possível, utilizando os mais duros golpes possíveis. As competições existiam e eram duras, francas, frente a frente, sem o uso dos equipamentos de proteção que hoje são indispensáveis, aliás, obrigatórios... ainda bem! Muitas lutas terminavam antes do primeiro minuto e por nocautes que muitas vezes provocavam lesões graves. Os golpes eram desferidos com as mãos e os pés quase na mesma proporção. Era a época do gaúcho Edson Batista, considerado a melhor técnica do taekwondo nacional naquele período. No Rio, Rodney era o grande destaque e no Paraná, na minha categoria eu era invicto. Com o advento das olimpíadas e a exigência dos novos equipamentos protetivos, treinar ficou mais fácil, menos traumático. Competir idem... que bom! Definitivamente o taekwondo se tornou um esporte e me alegro com a grande expansão que teve nos últimos anos. Lamento, porém, que isso tenha proporcionado a sua gradativa mutilação, primeiro ao eliminar o “do”, a filosofia, o caminho. Essa mutilação se deu por conta do desinteresse pelo poomses, cuja concepção reúne elementos do taoísmo, filosofia fortemente presente na cultura coreana. Aliás, poucos sabem hoje que as palavras Tae Guk, como são denominados cada uma das sequencias, significam princípio e eternidade e têm o mesmo sentido que o Yin e Yang chinês, e que seus diagramas simbolizam os elementos da natureza, água, ar, terra e fogo, representados pelas barras pretas (trigramas) que ladeiam o círculo azul e vermelho (Tae Guk) que figura no centro da bandeira da Coréia. A ênfase da prática voltou-se estritamente para a competitividade por isso treinadores ávidos por fazer campeões vão direto ao que lhes interessa, ou seja, a luta em si. Restou então o taekwon, chutes e socos assim como em muitas outras lutas. Com a evolução das técnicas de competição o uso dos punhos também foi praticamente suprimido das lutas, até mesmo para a defesa, restando assim apenas o tae, ou seja, isto é “a luta com os pés”. É óbvio que para se ter melhor aproveitamento o atleta deve empregar o golpe mais eficaz e que o exponha menos no momento da aplicação e esse é o bandal tchagui (ou ap dolio), eficientíssimo para pontuar, mas limitadíssimo do ponto de vista da marcialidade do taekwondo original que possibilitava uma infinidade de combinações de golpes. É, sem dúvida, o chute que mais decide competições, porém sob o preço de ter alijado a modalidade da beleza plástica dos chutes voadores, os giratórios e outros, por vezes aplicados praticamente de improviso, mas que surpreendiam e embelezavam as disputas (aproveitamos para render um tributo ao grande Cesar Galvão). Quero deixar claro que não sou um saudosista, retrógrado, pois além de manter o ensinamento tradicional também me adequei aos novos tempos e louvo a prática esportiva, embora pense que teria sido possível o mesmo nível de desenvolvimento sem essa mutilação da concepção original do taekwondo. Lembrei-me, finalmente, que durante as olimpíadas de Pequim a TV exibia uma das lutas pela medalha de ouro e um telespectador anônimo, frustrado diante do que via, bradou: “Que m. de luta é essa. Só tem um tipo de chute!”. Fiquei imaginando um mestre atual respondendo ao neófito que quer saber o significado da palavra taekwondo. Diria ele: É... “a luta de um chute só”. Como se diria isso em idioma coreano? Certamente não é Taekwondo. Jair Queiroz - Mestre 5º Dan - K’roz Taekwondo, Londrina- PR

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Procura-se uma cidade

Procura-se uma cidade que era habitada apenas por amigos; procura-se uma cidade que possuía um belo mercado, ponto de encontro dos moradores do lugar; procura-se uma cidade cujos bairros eram próximos e possuíam nomes interessantes: Alto do Bode, Baixa da União, Mocambo, Caiari, Arigolândia, Km 1 e por aí seguia; procura-se uma cidade onde os homens eram idealistas apaixonados, os professores eram tratados com respeito e devoção por toda a sociedade; procura-se uma cidade onde os médicos mantinham seus consultórios em cubículos, nos fundos das farmácias, e ganhavam a gratidão daqueles que não podiam pagar as consultas; procura-se uma cidade em que os farmacêuticos conheciam todos os remédios e podiam até, em alguns casos, substituir os médicos; procura-se uma cidade onde os clubes promoviam bailes memoráveis, damas vestidas de seda, luvas e pérolas, cavalheiros de terno, gravata e calçados reluzentes; procura-se uma cidade onde as paradas cívicas eram inesquecíveis: crianças e jovens vestidos com seu melhor uniforme, bandeiras em punho, cavalos adornados de verde e amarelo, tambores e instrumentos de sopro igualmente ornamentados, era a própria nação brasileira a desfilar pelas ruas; procura-se uma cidade que mantinha com muito zelo seu tradicional hospital, onde eram acolhidos todos os doentes e sua tradicional maternidade, onde nasciam ricos e pobres; procura-se uma cidade em que o carnaval de rua movimentava toda a população e exibia desfiles primorosos; procura-se uma cidade de grandes arraiais, barraquinhas de namoro, mensagens e bandeirinhas: quadrilhas e bois bumbás a dançar na frente das casas das pessoas; procura-se uma cidade que era isolada pela distância, numa época off-line, mas isso parecia não ter a mínima importância pois a cidade se bastava; procura-se uma cidade onde as lojas traziam nomes singelos e inesquecíveis: Casa Saudade, Mundo Elegante, Casa Estrela e assim por diante; procura-se uma cidade em que os artistas locais eram chamados de prata da casa, metal precioso, orgulho dos moradores; procura-se uma cidade onde os intelectuais eram reverenciados pela sociedade local por sua sapiência e generosidade de compartilhar o conhecimento; procura-se uma cidade onde, na virada de cada ano, os habitantes saíam de suas casas simples para cumprimentar uns aos outros; procura-se uma cidade onde bispos, padres e pastores eram conhecidos pelo primeiro nome e amigos da população; procura-se uma cidade que possuía dois cinemas e onde a praça principal era encontro dominical de jovens que passeavam aos som da banda da guarda territorial; procura-se uma cidade que possuía três abundantes cachoeiras, peixes saudáveis e vigorosos, incontáveis e translúcidos igarapés, natureza de floresta exuberante e de fauna sem igual; procura-se uma cidade de imponentes e belas edificações, como Palácio Getúlio Vargas (sempre rosado), Porto Velho Hotel, Forum Rui Barbosa; procura-se uma cidade que começou por conta de uma estrada de ferro, que era o orgulho de seus moradores, e grande parte da população nela trabalhava e ganhava seu sustento; procura-se o casario de grandes construções em madeira deixadas pelos pioneiros da ferrovia. Tudo mudou. Daquela cidade só restaram os jovens que se tornaram velhos e hoje contemplam com tristeza sua mata devastada pelas queimadas e pelo pasto, sua natureza destruída em nome do “desenvolvimento”, sua fauna em extinção, e a sucata dos trens da ferrovia, que foi abandonada e esquecidaBy Castiel

Casos Policiais - Rondônia

E agora sim quero comentar sobre os retratos falados : Fiz um curso de 21 dias pela Escola do SNI (ESNI) em 1987. Meu primeiro trabalho foi no caso do assalto ao BB, quando roubaram 350 milhões de cruzeiros. Tenho ainda os recortes de jornais que publicaram as fotos quase perfeita de dois dos 4 que foram desenhados. O Jornal o Globo, na época comentou que "a eficiência da policia de Rondônia em desvendar o caso foi um golpe de sorte por ter contado com um auditor do banco que era bom fisionomista e um excelente técnico em retrato falado"... Tá bom ou querem mais? Tá bom, querem mais! Lá vai: O próprio preso, o líder do bando, lá no 4º DP, comentou comigo ironizando: "Vc me desenhou legal cara. Já me desenharam muito por aí, cada um mais feio que outro. Vc acertou em cheio". O outro, apelidado de Mexicano, disse: "Tive que tirar o bigode que preservei durante tanto tempo..." Esses desenhos tinha sido publicados pelo O Estadão no dia seguinte ao roubo e eles se viram na capa do jornal da banca. Foi por isso que descobriram que a polícia estava na pista deles, se afobaram e tentaram sair da cidade, sendo presos no aeroporto. Autor: Mestre Queiroz.

Meus desabafos: ADOLESCÊNCIA E O RITO ORDÁLICO

Meus desabafos: ADOLESCÊNCIA E O RITO ORDÁLICO:    Durante longo período da História Antiga e que se estendeu até a Idade Média, era comum o emprego da ordália, ou seja, um rito especia...

sábado, 27 de maio de 2017

Academia Força Máxima

Local: Avenida Amazonas, 3601,  b: Agenor de Carvalho -  CP 76820339 - Porto Velho/RO.
Contato: tel 69 99260 3196 - Proprietário: Dedé..

terça-feira, 13 de outubro de 2015

CCB - em Candeias do Jamari/RO

Congregação Cristã no Brasil - Candeias do Jamari/RO, situada a Avenida Ayrton Senna - CEP 76.860.0000.
Dias de culto Quinta, Sábado e Domingo, hora das 18,30 as 21,30 - Cooperador João Onofre.

sábado, 26 de setembro de 2015

E.E.E.M. Major Guapindaia

EEEM Major Guapindaia - Porto Velho - Rondônia.
Rua Padre Chiquinho, 2375 - B. São João Bosco - CEP 76.803.822

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CCB BR 319 - Km 070

Congregação Cristã no Brasil - BR 319 - Km 070 - CEP 78.900.000 - Cidade - Porto Velho
Rondônia. 

CCB - Central de Porto Velho/RO


Congregação Cristã no Brasil - Central - Porto Velho/RO.
Rua: Vespasiano Ramos, 3259 - Bairro: Agenor de Carvalho - CEP 76.820.366

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

CCB em Humaitá - AM

Congregação Cristã no Brasil - Central de Humaitá - AM.
Rua Edmundo Monteiro, 1.442, CEP 69.800.000. Bairro: São Pedro
Anciões: Manoel de souza e Ademar Alves Caetano

sábado, 15 de agosto de 2015

CCB em Manicoré AM

Congregação Cristã no Brasil - Central - em Manicoré - AM.
Rua quinze de Agosto, 749 - Bairro: Santa Luzia.
Em 2002 a igreja estava em fase de acabamento.

domingo, 31 de maio de 2015

Hino de Porto Velho/RO

No Eldorado uma estrela brilha
Em meio à natureza, imortal:
Porto Velho, cidade e município,
Orgulho da Amazônia ocidental,
São os seus raios estradas perenes
Onde transitam em várias direções
O progresso do solo de Rondônia
E o alento de outras regiões.
Nascente ao calor das oficinas
Do parque da Madeira-Mamoré
Pela forja dos bravos pioneiros,
Imbuídos de coragem e de fé.
És a cabeça do estado vibrante:
És o instrumento que energia gera
Para a faina dos novos operários,
Os arquitetos de uma nova era.
No Eldorado uma gema brilha
Em meio à natureza imortal:
Porto Velho, cidade município,
Orgulho da Amazônia ocidental.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A circuncisão do coração e a libertação do narcisismo

Por Hermes C. Fernandes 

Dentre os rituais prescritos na lei mosaica, nenhum era mais radical do que a circuncisão. Trata-se de um procedimento cirúrgico no qual se remove o prepúcio, a pele que recobre a glande do órgão reprodutor masculino, tão invasivo e traumático quanto o corte do cordão umbilical. Diferentemente de outras cerimônias como as que exigiam o sacrifício de animais, a circuncisão deixava uma marca no corpo do indivíduo. 


Na verdade, a circuncisão foi instituída bem antes da lei, servindo de selo da aliança entre Deus e os descendentes de Abraão. Todo filho varão deveria ser circuncidado ao oitavo dia (G.17:10-12). O próprio Jesus precisou ser submetido ao rito.


Atualmente, muitos defendem a circuncisão como uma medida de higiene, útil para impedir o acúmulo de secreção genital no espaço entre a glande e o prepúcio, região comumente foco de infecções. Pesquisas apontam os benefícios práticos da circuncisão como a redução de infecções urinárias, câncer peniano e câncer do colo do útero nas parceiras, doenças sexualmente transmissíveis, dentre as quais o HIV. Apesar do valor atribuído pela medicina moderna à prática, gostaria de propor uma investigação bíblica em busca de seu sentido simbólico/espiritual.

O escritor sagrado diz que os ritos e cerimônias da lei têm “a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas” (Hb.10:1). Paulo complementa dizendo que a realidade para a qual eles apontam se encontra “em Cristo” (Col.2:16-17). Portanto, muito mais do que uma medida higiênica e preventiva, a circuncisão encerra em si um significado mais amplo e profundo.

Bem da verdade, a circuncisão acabou se tornando motivo de muita controvérsia na igreja primitiva. Alguns discípulos judeus achavam que qualquer gentio que se convertesse à fé deveria se submeter ao rito. Somente assim, o novo convertido seria aceito na comunidade dos cristãos, sendo oficialmente incluído entre os descendentes de Abraão.

Paulo foi um dos que mais combateram tal crença. Segundo o apóstolo, o que antes era um sinal da aliança entre Deus e Abraão, agora se tornara numa ferramenta para manter as pessoas reféns de uma religiosidade frívola e vã.

“Tendo cuidado”, advertiu Paulo, “para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e tendes a vossa plenitude nele, que é a cabeça de todo principado e potestade, no qual também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo” (Col.2:8-11).

Portanto, a circuncisão instituída na lei era apenas uma sombra da verdadeira circuncisão à qual somos submetidos em Cristo. N’Ele alcançamos a plenitude; em outras palavras, não nos falta nada. Estamos completos. Sua graça nos basta. Não há acréscimos a fazer. 

Alguns discípulos mais moderados achavam que a circuncisão deveria ser encarada como algo opcional. Quem quisesse, poderia ser circuncidado. Quem não quisesse, poderia manter-se incircunciso. Porém, Paulo, prevendo que isso promoveria a divisão dos cristãos em duas classes distintas, opôs-se radicalmente. “Se vos deixardes circuncidar”, alerta o apóstolo, “Cristo de nada vos aproveitará” (Gl.5:2). E a lógica que ele usava era imbatível: “E de novo protesto a todo o homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei” (v.3). Não dava para transigir. Quem quisesse viver sob a égide da lei, teria que observá-la por completo. Ou tudo, ou nada. Ou se vive pela lei, ou se rende à graça. E ele mesmo sentencia:“Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído” (v.4).

Para Paulo, aquela era uma questão há muito superada. Transformá-la num cavalo de batalha era total perda de tempo. Por isso, ele se nega a pôr panos quentes. O assunto tinha que se encerrar ali mesmo. “Porque”, afinal, “em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor”(v.6). E arremata: “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura” (Gl.6:15). Nem valor, nem virtude. Portanto, ninguém pode se gabar perante Deus pelo simples fato de ter sido circuncidado conforme prescrito na lei.

Em quase todas as suas epístolas, Paulo teve que retomar a questão, mesmo que a contragosto. A igreja sofria um ininterrupto assédio dos que defendiam a circuncisão como condição sine qua non para a salvação. Aos Filipenses, ele defende que a verdadeira circuncisão “somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne”(Fp.3:3). Ao contrário da lei que servira como plataforma de um sistema meritório, a graça derruba qualquer presunção humana, posto que revele nossa falência espiritual, a fraqueza de nossa carne e a nossa inabilidade em cumprir as demandas da justiça divina. Não dá para confiar em Cristo e confiar em nossa carne ao mesmo tempo. Qualquer tentativa de se estabelecer uma meritocracia sucumbe ante a radicalidade da graça.

Aos cristãos de Roma, ele alfineta:

“Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.” Romanos 2:28,29 
Circuncisão do coração? De onde Paulo teria tirado este conceito? Seria um conceito totalmente novo? Haveria algum indício no Antigo Testamento de que sob a nova aliança a circuncisão da carne seria substituída pela circuncisão do coração? E o que significaria tal circuncisão?

Jeremias, o mais emotivo dentre os profetas, admoesta:

“Circuncidai-vos ao Senhor, e tirai os prepúcios do vosso coração, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém, para que o meu furor não venha a sair como fogo, e arda de modo que não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras. Jeremias 4:4

Esta passagem vetero-testamentária deixa claro que a não circuncisão de nosso coração atrairia o juízo de Deus. Fica igualmente subentendido que nossas más obras nada mais são do que frutos de um coração incircunciso.

Mesmo durante a instituição da lei, muito antes da Era dos grandes profetas, Deus já havia Se comprometido a promover a circuncisão do coração do Seu povo. Portanto, não se trata de obra humana, mas divina. Leia o que diz Moisés sobre isso:

“E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas. Deuteronômio 30:6

Repare nisso: a circuncisão do coração é que nos possibilita a amar a Deus. Jesus disse que toda a lei foi resumida em dois mandamentos: Amar a Deus e amar ao próximo. Sem que o homem tenha seu coração circuncidado, ele jamais será capaz de cumpri-los. O cumprimento de ambos depende totalmente desta operação feita pelo Espírito Santo em nosso interior. E uma vez que sejamos incapazes de amar ao nosso semelhante, certamente lhe negaremos também a justiça.

“Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz. Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita subornos; que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Deuteronômio 10:16-18

A paz só possível se houver justiça, e esta, por sua vez, só se cumpre onde haja amor. Todavia, há um prepúcio no coração de todo homem que o impede de ver isso. Paulo também se refere a esta cobertura como um véu capaz de endurecer o entendimento humano. Daí a advertência para que não endurecemos a nossa cerviz. Em outras palavras, temos que deixar de ser cabeça dura. Porém, para isso, o véu tem que ser removido. E isso só ocorre quando somos convertidos a Cristo (2 Co.3:13-18). Portanto, a genuína conversão equivale a ter o coração circuncidado.

Permita-me lançar mão de uma compreensão psicanalítica de nossa condição humana que parece ecoar a verdade anunciada nas Escrituras.

De acordo com Freud, todos nascemos narcisistas. Ao nascermos, todo o nosso amor é voltado para nós mesmos. Até a nossa mãe é vista como sendo uma extensão de nosso ser. Isso parece se encaixar perfeitamente com o que a teologia cristã diz acerca de nossa condição humana: todos nascemos em pecado (Sl.51:5).Pecado é, por definição, errar o alvo. Não fomos criados para o amor próprio, mas para amar a Deus e ao nosso semelhante. O amor próprio é, por assim dizer, a essência do pecado. Nascemos em pecado porque nascemos voltados para nós mesmos. Investimos todo o nosso afeto em nosso eu. O outro não passa de um espelho onde vislumbramos nossa imagem. É pelo outro que tomamos consciência de que existimos. O mundo parece nos orbitar. Até que ocorre um trauma de tal ordem que Freud chama de castração. Se o narcisismo é a entronização do “eu”, a castração é a sua deposição. Somos confrontados pela lei imposta pelo superego num processo chamado de Complexo de Édipo, através do qual descobrimos que nem todos os nossos desejos podem ser saciados. O papel do superego é nos munir de consciência moral, ditando-nos o bem a ser buscado, e o mal a ser evitado. É através da castração que a lei é cravada em nossa consciência, gerando uma estrutura psíquica neurótica, fundamentada no desejo e na culpa. Uma eventual falha na castração gerará uma estrutura psíquica psicótica, ou mesmo perversa, em que o sujeito é incapaz de se sentir culpado. Sem que haja culpa, também não haverá arrependimento. É necessário que a lei cumpra seu papel, a fim de que a graça entre em cena, de modo que se cumpra a célebre declaração apostólica: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm.5:20). Como cristão que crê no ministério do Espírito em convencer o homem acerca do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8), creio firmemente que ninguém está imune à Sua eficiente atuação, nem mesmo o psicótico ou o perverso. Porém, esta atuação passa necessariamente pela admissão de culpa, sem a qual, jamais se alcançará a consciência grata pelo perdão. Sem a lei, não há evangelho possível. A lei condena para que o evangelho absolva.

Engana-se quem pensa que a lei foi legada exclusivamente aos judeus. Paulo afirma que mesmo os gentios “fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os” (Rm.2:14,15). Esta tal lei no coração é o que Freud chama de superego.

É justamente a castração que nos lança para fora de nós mesmos e nos faz buscar no outro o que não encontramos em nós, posto que revele nossa desesperadora condição de incompletude.

Agora temos um ego suprimido pelo superego e uma terceira instância psíquica a que Freud chama de Id, que equivale ao que Paulo chama de “carne”. Digamos que o superego seja aquele anjinho que nos estimular a fazer o que é certo, enquanto que oId é o diabinho que nos instiga a fazer o que é errado. Caberá ao ego arbitrar entre as demandas do superego e do Id.

Devido à nossa condição pecaminosa, somos bem mais propensos a atender aos apelos do Id do que aos estímulos do superego. Queremos saciar os desejos de nossa carne a qualquer custo, mesmo que isso resulte na infelicidade de outros. Diferente das estrelas ao redor das quais orbitam os mais variados planetas, tornamo-nos buracos negros que sugam tudo ao seu redor.

A castração não foi suficiente para nos tornar seres humanos plenos. Quando muito, devemos a ela nossa introdução à adolescência espiritual. A plenitude de que tanto carecemos se encontra na graça revelada em Cristo. Ela nos liberta da opressão do superego e da contínua pressão do Id.

A circuncisão do coração nos oferece um estágio para além da castração. Tanto o ego, quanto o superego são destituídos e em seu lugar entronizamos respectivamente a Cristo e ao Espírito Santo. "Estou crucificado com Cristo", declara Paulo, "e já não vivo eu, mas Cristo vive em mim" (Gl.2:20). O eixo ao redor do qual gira nossa existência deixa de ser nosso eu para ser Cristo, e a voz da nossa consciência deixa de ser a voz inquisitiva da lei para ser a doce e encorajadora voz do Espírito Santo. Somente o Id segue ocupando o mesmo lugar, posto que a carne jamais se converte. Somente nos livramos das pulsões de nossa natureza pecaminosa quando recebermos novos corpos e Deus for tudo em todos (1 Co.15:28; Fp.3:21).

Mediante a castração, fomos levados à Árvore do Conhecimento do Bem do Mal, mas somente pela circuncisão do coração somos reconduzidos à Árvore da Vida.

A partir daí, em vez de enxergar nossa própria imagem (narcisismo), passamos a enxergar em nós mesmos a imagem de Cristo e a flagrante transformação patrocinada pelo Espírito da Liberdade (2 Co.3:18). Finalmente, com o coração circuncidado, deixamos de viver para nós mesmos. Como declara Paulo, “o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si” (2 Co.5:14-15). Este santo constrangimento não apenas afeta a maneira como enxergamos a nós mesmos, mas também a maneira como enxergamos o outro. Paulo complementa: “Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne” (v.16). Em outras palavras, já não buscamos no outro nossa própria satisfação. O outro deixa de ser um mero item de nosso desejo, um sonho de consumo, e passa a ser visto e acolhido como alguém a quem devemos devotar despretensiosamente nosso amor. Pela graça tornamo-nos livres para amar tanto a Deus quanto a nosso próximo; não impulsionados pela culpa neurótica gerada pela lei (superego), mas pelo Espírito de Cristo; não pelo medo de sermos inadequados às expectativas dos outros, mas pelo prazer de encontrar na felicidade alheia a razão de nossa própria felicidade.

Pode-se dizer, então, que o ser concebido no ambiente uterino só alcançará a plenitude de sua humanidade ao ser regenerado, passando pela circuncisão de seu coração.

. Os defensores da ordem da porrada em menores ou em qualquer um que tentar roubar uma bicicleta, deveriam guardar suas opiniões nos porões ...